João Francisco Lima tem assumido um importante papel no que diz respeito à saúde mental e este ano assumiu o papel que era do pai, o ator Pedro Lima, que morreu no dia 20 de junho de 2020, aos 49 anos. Apesar de reconhecer que "muitas das consequências do que aconteceu, principalmente para a sociedade, são positivas", revela que "houve experiências muito difíceis".

O jovem de 26 anos foi o mais recente convidado do podcast "Aqui Entre Nós" e fez algumas revelações. "Quando se dá a morte do meu pai há uma enchente de atenção sobre nós pelas piores razões e houve experiências muito difíceis", afirmou, dando um exemplo: "Eu passar na rua, as pessoas reconhecerem e fixarem o olhar, eu perceber que estavam a olhar e não havia a mínima tentativa de disfarçar", recordou. "O impacto foi tão grande e o sentimento delas foi tão profundo que elas nem sequer se apercebiam do que estavam a fazer."

Questionado sobre se falava sobre saúde mental com o pai, João Francisco esclarece: "Acho que o meu pai era bastante aberto na forma como podia estar a sentir-se ou partilhar algumas preocupações, não ao ponto de ser literal no que estava a sentir, acho que me queria tirar esse fardo". E acrescentou: "Nunca me culpabilizei, rapidamente percebi, sabendo o que sabia, que não conseguia ter feito diferente. Retirei-me logo dessa zona de culpa."


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Já sobre a importância na saúde mental na sua vida, o jovem contou que "é uma consequência" da morte do pai. "Não é que fosse um tema tabu, existem pessoas com perturbações depressivas ou ansiosas na minha família e era uma coisa que era falada com relativa naturalidade, não era com leveza (...) Eu sentia-me incapaz, naquela altura, de compreender na totalidade o que era a saúde mental, considerava-me se calhar muito menos capaz de responder a certas questões que me surgiram aquando da morte do meu pai e foi por processo de auto-educação, de auto-conhecimento, que eu passei a ter essas ferramentas", explicou.


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