
Roger Fernandes, de 19 anos, é uma das figuras do Sp. Braga e foi protagonista da rubrica diária em que um jogador responde a questões colocadas por seguidores dos guerreiros nas redes sociais. E olhou para a forma como mudou o próprio... Roger desde que chegou ao clube, há 5 anos.
"Era mais menino, cheguei com 13 ou 14 anos ao Braga, sou muito querido por muitos e podem esperar o mesmo Roger, mas agora com responsabilidade maior e uma ambição maior para esta época, como sempre tive, mas desta vez com crença maior", começou por dizer, aos meios do clube.
E não esqueceu os que mais o apoiam, a família, na hora de abordar o seu crescimento nos anos mais recentes: "Como todos sabem, eu vim do nada, hoje tenho a minha família em Portugal, agora também a minha mãe vai vir antes do 'Braga Day' espero eu, mas é uma motivação extra para trabalhar mais, porque vim do nada, nunca tive nada, cheguei aqui, trabalhei, sabendo que só dando o meu melhor podia ter a minha família cá. Digo isto sempre que vou dormir, que só depende de mim e não de mais ninguém. Nunca posso culpar ninguém à minha volta por falhar ou por eu cair, culpo-me a mim, deve-se a mim, controlo o meu trabalho e o resto deixo na mão de Deus. É isso que me motiva a melhorar todos os dias".
E Roger conseguiu, já neste ano civil, a cidadania portuguesa, o que lhe permitiu ser chamado ao recente Euro sub-21. "Foi uma coisa que sempre quis. Nas paragens de seleções, os meus colegas iam e eu ficava aqui, eu sonhava muito ir com eles, com o Chissumba, o Jónatas, o Vasconcelos. Queria estar lá também. Nesse dia em que fui chamado, fui dos últimos, fiquei mesmo orgulhoso, mas mais ainda quando estava no carro a chegar à Cidade do Futebol e via o símbolo. A primeira coisa que queria era chegar e vestir a camisola, sentir, respirar fundo e dizer que consegui. Peguei no equipamento, vesti-me logo, respirei fundo e pensei para mim que o trabalho demorou mas valeu a pena. Foi muito boa experiência", afirmou o extremo.
Antes de chegar ao clube, pouco ou nada sabia, mas afirma que aprendeu a amar o Sp. Braga: "Quando se fala de Braga para mim, vou usar as palavras do Castro, aprendi a amar o Braga. Quando estava na Guiné não conhecia, depois de me dizerem que vinha para o Braga procurei saber, agora posso dizer que é um amor seguro. Aprendi muito a amar o Braga."