
A vida consegue ser, em diversos casos, 'matreira'. Que o confirme Heitor Lourenço que, ainda em tenra idade, acredita ter "roçado", segundo as suas próprias palavras, "uma depressão". A partilha foi feita pelo ator ao dar recentemente uma entrevista a Renato Godinho no mais recente episódio do podcast da SIC, O Amor é a Razão.
Como o site Fama Show já tinha dado conta, o também comentador do programa da SIC Caras, Passadeira Vermelha, viveu um episódio traumático e que traz consigo até aos dias de hoje: a morte uma colega nos primeiros anos de faculdade. A tragédia levou Heitor Lourenço a perceber ainda em jovem que, afinal, "o sofrimento existia".
Imediatamente, começaram-se a levantar certas questões que durante muito tempo 'assombraram' o ator. "Aquilo podia acontecer a mim, então qual era o sentido? Qual era o sentido da minha existência se eu no dia a seguir ela poderia acabar?", explicou no podcast.
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Todas estas e outras perguntas surgiam-lhe em vários momentos, como no trânsito ou entre multidões. "Começas-te a sentir muito frágil, muito vulnerável e é um aperto muito grande. Eu lembro-me de estar no meio de pessoas e dizer 'qual é o sentido de todas estas pessoas, de nós estarmos aqui a viver? Que disparate".
Segundo Heitor Lourenço, ao 'olhar' para trás reconhece que eventualmente poderá ter tido "uma espécie de depressão". "Eu tinha dores articulares, dores no corpo e, de repente, andava loucamente à procura de algo que me fizesse sentido no meio disto tudo", detalhou o comentador social.
Embora tenha tido uma educação católica, não foi, como tradicionalmente acontece em território português, o cristianismo que o preencheu. Por sua vez, encontrou no budismo — o tema principal deste episódio do podcast — e nesta forma de estar na vida algum equilíbrio.
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"Ensinou-me a lidar com, sobretudo, a ansiedade e com o sofrimento que isso me causa. Hoje em dia há um não contacto com as coisas mais básicas da vida e da nossa existência e o budismo, a mim, vem-me trazer esse contacto, esse ver as coisas como elas são. [Assim], tu tens a hipótese de trabalhar com elas", afirmou Heitor Lourenço.
"Ao eu tomar consciência, por exemplo, da minha finitude e de que um dia esta existência terminará, isso também me dá um meio para eu aproveitá-lo e para vivê-lo de outra maneira. Sobretudo, aí deu-me algumas registos. É o relativizar muita coisa…", acrescentou ainda.