A Leya vai avançar com a publicação do livro "Crime nas Correntes d'Escritas", do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, depois de ambos terem considerado que os "visados estão confortáveis" com a edição.

A publicação tinha sido suspensa face a ameaças de processo judicial. Em comunicado, a empresa lembra que "o romance é uma paródia sobre um roubo no festival Correntes d'Escrita, na Póvoa de Varzim, recorrendo a personagens reais", e que os "visados se sentiram invadidos e agredidos pela forma como nele são tratados".

Agora, o grupo refere que, "depois de clarificada a situação, a editora considera que estão reunidas as condições para manter a publicação da obra".

"Quisemos proteger os nossos autores e a própria editora de uma possível litigância. Com a clarificação da situação, é com muito gosto que iremos prosseguir o trabalho de edição desenvolvido desde há dois anos e avançar com a publicação deste romance", informa a CEO da Leya, Ana Rita Bessa.

O escritor cabo-verdiano manifesta-se "contente" pela situação ter sido ultrapassada.

Há dias, Germano Almeida tinha dito à Lusa que tinha abandonado a editorial Caminho, queixando-se de "prepotência" da administração do grupo Leya ao travar a publicação do seu último livro com uma "invenção", sem o ouvir.

Agora, o escritor escreve: "Caminho é a minha editora. Trabalhamos juntos há 32 anos e este romance contou com a colaboração do meu editor Zeferino Coelho, que sempre motivou a edição deste livro".

Com Lusa