
Caro leitor, o Tirsense fez História! No Campo Domingos Carrilho Patalino, os jesuítas levaram a melhor frente ao Elvas (0-2), carimbando, assim, o bilhete dourado para as meias-finais da Taça de Portugal, uma proeza nunca antes concretizada por um emblema da quarta divisão portuguesa.
Com este triunfo, o conjunto de Santo Tirso vingou-se da eliminação da prova rainha na edição anterior. Recorde-se que em 2023/24, os cavaleiros disseram 'adeus' à competição na terceira eliminatória, frente ao mesmo oponente desta terça-feira.
A alegria seguiu para o balneário
Os visitantes entraram soltinhos na partida, procurando surpreender o adversário com o seu sistema móvel. Num 3-4-3 com muitas variações, Bernardo Mesquita, melhor marcador da equipa na temporada, foi o escolhido para acompanhar Lucão no setor mais avançado. No entanto, o '10' vagueou no campo por espaços desabitados, algo que provocou múltiplas complicações à defensiva contrária no que toca às marcações individuais.
Numa primeira instância, a entrada atrevida dos jesuítas gerou muitas aproximações ao último terço, mas poucas ocasiões flagrantes. José Pereira, inconformado, tentou a sua sorte na meia distância, mas a potência da tentativa não acompanhou a vontade. No outro canto da sala, o conjunto da casa procurou encontrar o adversário em contra pé, fruto da grande capacidade de aceleração de Desmond Nketia e Lewis Enoh.
Notava-se um claro nervosismo por parte dos alentejanos, que não conseguiam demonstrar o fulgor ofensivo que têm apresentado ao longo da presente campanha. Nota positiva para João Pedro, que apesar de não ser o elemento mais veloz, liderou por exemplo, mostrando um grande critério nas suas abordagens.
Quando tudo faria crer que o empate iria prevalecer na hora de recolher aos balneários, Júnior Franco tinha um outro plano em mente. Na sequência de um canto, já nos descontos, a bola sobrou para Bernardo Mesquita na entrada da área. O atleta de 22 anos, de primeira, desferiu um cruzamento a régua e esquadro em direção a Júnior Franco. O experiente central, de cabeça, não perdoou, não dando qualquer hipótese a Pedro Victor.
Soltar os foguetes... no campo e fora!
No segundo tempo, a toada manteve-se idêntica. A turma pintada de preto estava bastante tranquila e estável, algo que se contrapunha com a pouca clarividência dos comandados de Pedro Hipólito. Posto isto, a turma nortenha acentuou a sua pressão e foi recompensada pela sua destreza, aos 54'.
Após um corte incompleto da equipa da casa, a bola sobrou para Daniel Rodrigues. O médio encheu o pé e desferiu um remate bastante colocado. A bola ainda bateu no poste antes de descansar no fundo das redes. Um disparo pleno de intenção, que levou os adeptos forasteiros à loucura!
O Elvas, depois de novo percalço, ligou o alarme, atacando com toda a força. Porém, esta abordagem pecou por tardia. Os pupilos de Emanuel Simões foram guerreiros e souberam lidar com todas as ameaças, através de um bloco mais baixo. Depois do pequeno sufoco, a festa de uns e o desalento de outros. A Festa da Taça em todo o seu esplendor!