
O Elvas e Tirsense mostraram, no Campo Domingos Carrilho Patalino, o porquê da festa da Taça ser para todos, sobretudo para aqueles que têm menos exposição. A festa não começou no apito inicial. Aliás, começou bem antes.
Seis autocarros cheios de adeptos dirigiram-se de Santo Tirso para a cidade alentejana, na esperança de ver o clube da terra fazer história. A horas do jogo, a equipa da casa lançou comunicado a anunciar que os bilhetes estavam completamente esgotados. O momento de entrada das equipas, com tarjas, fitas e objetos insufláveis mostravam um ambiente elétrico na luta por fazer história.
O jogo começou e, logo a partir do primeiro minuto, o Tirsense mostrou que vinha ao Alentejo para vencer. Daniel Rodrigues foi o primeiro a causar perigo e deixava uma amostra da vontade dos visitantes. O Elvas tentou explorar a mobilidade de Nketia, herói da vitória frente ao Vitória de Guimarães, mas que pouco ou nada conseguiu fazer perante a linha defensiva adversária, muito sólida, tal como o resto da equipa.
A pressão dos visitantes, que até abrandou por volta da meia hora de jogo, voltou a crescer na aproximação ao fim da primeira parte. E se, no início da partida, Daniel Rodrigues começou a assumir papel de protagonista, foi Bernardo Mesquita a colocar-se como membro criativo diferenciado. Tentou com a bola no pé, teve liberdade para cair em vários espaços no último terço e, depois de tanta pressão, conseguiu, na última jogada do primeiro tempo, um cruzamento fantástico para Júnior Franco cabecear para abrir o marcador. E se um golo em cima do intervalo já era mau, outro aos 51' acabou com as esperanças d'O Elvas: Daniel Rodrigues viu Pedro Victor fora da baliza e não vacilou.
As alterações na equipa da casa não surtiram grande efeito e, mesmo com um pouco de sofrimento, a eliminatória nunca pareceu em risco para o Tirsense desde o 2-0, que foi mesmo o resultado final. Todos fizeram a festa, mas a equipa de Santo Tirso fez história.