O Supremo Tribunal reduziu as penas inicialmente aplicadas a Francisco J. Marques e Digo Faria no âmbito do caso da divulgação dos emails do Benfica. Francisco J. Marques, antigo diretor de comunicação do FC Porto, cumprirá uma pena de dois anos de prisão, suspensa na sua execução. Por sua vez, Diogo Faria, ex-diretor de conteúdos do Porto Canal, foi condenado a um ano de prisão, igualmente com pena suspensa. 

O Tribunal da Relação de Lisboa havia agravado as penas anteriormente definidas, fixando a condenação de Francisco J. Marques em dois anos e seis meses de prisão, com pena suspensa, e a de Diogo Faria em um ano e cinco meses. As juízas desembargadoras valorizaram, nessa instância, o crime de ofensa agravada contra pessoa coletiva, nomeadamente o Benfica, destacando a publicação do livro O Polvo Encarnado como elemento relevante para a decisão. 

De lembrar que neste processo, o Supremo Tribunal de Justiça manteve praticamente as decisões do Tribunal da Relação do processo dos emails e o FC Porto foi condenado ao pagamento de 605.300,90 euros ao Benfica, acrescidos de juros de mora, no valor aproximado de 164 mil euros, ou seja, quase 770 mil euros.