Um estudo publicado no dia 2 de abril, no jornal PLOS One pela investigadora da Universidade de Sydney, Margaret-Ann Tait, revelou que os pacientes prescritos com canábis medicinal na Austrália melhoraram significativamente a sua qualidade de vida no que diz respeito à saúde.

De acordo com a mesma fonte, a pesquisa sobre os benefícios terapêuticos da canábis medicinal aumentou desde a descoberta das propriedades analgésicas nos compostos desta planta.

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Em 2016, grupos de defesa pressionaram o governo australiano para promover mudanças na legislação que permitissem aos pacientes que não estavam a responder ao tratamento convencional tivessem acesso à canábis medicinal com uma prescrição de médicos. Mais de um milhão de novos pacientes na Austrália receberam prescrições de canábis medicinal para mais de 200 condições de saúde.

Uma iniciativa intitulada 'QUEST' (Quality of life Evaluation Study) recrutou pacientes adultos que tivessem alguma condição crónica de saúde. Estes receberam óleo de cánabis medicinal recentemente prescrito entre novembro de 2020 e dezembro de 2021. Tait e os seus colegas recolheram dados durante um ano.

Com esta pesquisa, os investigadores concluíram que os pacientes com condições crónicas de saúde, prescritos com canábis medicinal, relataram melhorias na fadiga, nas dores e no sono. Pacientes com diagnósticos de ansiedade, depressão, insónias ou dor crónicas também mostraram melhorias nos sintomas específicos da condição ao longo de 12 meses.

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O estudo foi extenso o suficiente para avaliar pacientes numa ampla gama de condições crónicas e sociodemográficas. No entanto, sem um grupo de controlo, não foi possível atribuir com confiança as mudanças que cánabis medicinal pode trazer a longo prazo.

Ainda assim, os resultados sugerem que prescrever canábis medicinal para pacientes com condições crónicas de saúde pode melhorar a sua qualidade de vida.

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