
Segundo o site do National Autistic Society, o autismo apresenta-se de forma diferente em pessoas diferentes. Não há uma única maneira de parecer ou ser autista. Todas as pessoas autistas são únicas e, por essa razão, não existe um sinal definitivo ou uma lista de sinais.
De acordo com a mesma publicação, a única maneira confiável de descobrir se alguém é autista é através de uma avaliação médica. No entanto, antes de decidir se deve procurar um diagnóstico ou esperar por uma avaliação, pode ser útil considerar os sinais que notou.
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Sinais a que deve estar atento
Interação social e comunicação
- Fala limitada, atrasada ou ausente;
- Usar palavras e frases repetidas (ecolalia), palavras inventadas, discurso técnico ou muito literal, pausas e linguagem sofisticada ou avançada;
- Falar com um sotaque incomum;
- Usar menos gestos ou expressões faciais para comunicar;
- Preferir não fazer contacto visual ou considerar esse gesto desconfortável;
- Ficar confuso com metáforas e expressões idiomáticas;
- Não se envolver numa conversa a dois (por exemplo, não fazer perguntas a outras pessoas sobre elas);
- Comunicação verbal e não verbal incompatível (por exemplo, dizer que está a sentir uma determinada emoção, mas com uma linguagem corporal que não parece estar alinhada com a mesma);
- Achar confuso cumprir 'regras sociais';
- Os bebés e as crianças autistas podem não sorrir para outras pessoas;
- Dificuldade em imaginar experiências que nunca tiveram;
- Ter uma ideia clara do que é certo e errado, e um forte senso de justiça.
Diferenças sensoriais
- Ser muito mais ou muito menos sensível a estímulos visuais, sons, cheiros ou toque do que outras pessoas;
- Procurar estímulos sensoriais, incluindo visuais, sons, cheiros, usando-os como um conforto;
- Demonstrar uma forte angústia, aversão ou evitar fontes de dificuldade sensorial;
- Achar certos sons, cheiros, sentimentos ou alimentos particularmente calmantes ou agradáveis, como luzes coloridas ou estar bem aconchegado na cama.
Todos os sinais listados acima podem potencialmente levar a altos níveis de ansiedade e resultar num comportamento que se apresenta como agressão (contra si mesmo ou outros). Podem também levar a sobrecarga e/ou colapsos - potencialmente devido ao uso de 'máscaras' em situações sociais e à necessidade de libertar o stress de o fazer após regressar a um espaço seguro.
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