A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação, que incluem renegociações, voltou a descer em fevereiro, depois de em janeiro ter interrompido uma sequência de 14 meses consecutivos, cifrando-se em 3,17%, segundo o Banco de Portugal (BdP). De acordo com os dados do supervisor bancário, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação baixou de 3,24%, em janeiro, atingindo o valor mais baixo desde dezembro de 2022.

A informação divulgada nesta quarta-feira pelo BdP regista que a taxa de juro para novas operações de crédito à habitação tem caído de forma repetida desde o terceiro trimestre de 2023.

Os dados do BdP indicam que 55% dos novos créditos à habitação foram concedidos a mutuários com 35 anos ou menos – excluindo os novos contratos para consolidação de crédito e as transferências de crédito para outra instituição. Isto representa uma subida de cinco pontos percentuais (pp) face ao mês anterior e continua a marcar a tendência crescente desta faixa etária neste tipo de créditos.

Por tipo de negociação, a taxa de juro média dos novos contratos de crédito à habitação recuou 0,03 pp e 0,12 pp para 3,09% e 3,44%, respetivamente. Já a prestação média mensal do ‘stock’ de empréstimos à habitação recuou dois euros face a janeiro, para 410 euros, atingindo o valor mais baixo desde outubro de 2023.

Os dados acrescentam que a Euribor a 12 meses foi a mais utilizada nas novas operações de crédito à habitação em fevereiro, pelo 20.º mês consecutivo, representando 46,9% das operações, à frente da Euribor a seis meses (44,1%) e a três meses (5,9%). Em termos do ‘stock’ total de empréstimos à habitação, a Euribor a seis meses representava 37,5%, a Euribor a 12 meses 32,5% e a três meses 25,7%.

A taxa fixa foi a escolhida em 5,6% dos novos créditos para a habitação própria permanente, a variável em 22,6% e a mista continuava a ser a preferida, com 71,8%. A taxa fixa apresentava a maior taxa de juro entre as novas operações (3,6%), seguindo-se a taxa variável (3,45%), após descidas em 11 dos 14 meses desde dezembro de 2023, enquanto a opção mista tinha uma taxa de juro de 2,95%.

As renegociações de crédito à habitação pesaram menos nos novos créditos. Em relação a janeiro, o ‘stock’ proveniente das renegociações correspondeu a 435 milhões, uma redução de 66 milhões em cadeia e de 350 milhões em termos homólogos.

LAA com Agência Lusa