"Vamos propor que os estrangeiros extracomunitários não residentes [em Espanha], tanto eles, como as suas famílias, sejam proibidos de comprar [casas] no nosso país", afirmou, após uma reunião do seu partido na Extremadura.
O anúncio do chefe do Governo espanhol foi feito numa reunião do seu partido -- o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) -- e, segundo este, os estrangeiros "estão simplesmente a especular com essas casas", noticia a agência France-Presse (AFP).
O anúncio foi feito depois de, na segunda-feira, terem sido detalhadas outras medidas para combater a crise no setor.
O executivo anunciou a aceleração da construção de habitação social, bem como um aumento do imposto aplicado ao alojamento turístico no país.
As medidas terão de ser debatidas e aprovadas pelo Parlamento, em que o PSOE está em minoria.
"Só em 2023, os não residentes extracomunitários compraram cerca de 27.000 casas e apartamentos em Espanha", afirmou, na segunda-feira.
O primeiro-ministro disse ter-se inspirado no Canadá, onde o Governo proíbe a compra de habitação por estrangeiros não residentes, e na Dinamarca, em que é praticamente impossível para estrangeiros não residentes comprarem propriedade.
Em maio de 2023, Sánchez aprovou uma lei sobre a habitação que pretendia aumentar a construção da habitação social, o controlo das rendas nas zonas sob pressão e sanções para proprietários com imóveis devolutos.
Ainda assim, a legislação foi insuficiente para travar a subida das rendas, que aumentaram mais de 11% no ano passado, de acordo com o portal imobiliário Idealista, citado pela AFP.
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