
Pedro Proença foi o candidato que arrecadou menos votos e ao não conseguir ser eleito, Portugal deixa de ter, ao fim de 12 anos, um representante no Comité Executivo da UEFA.
Para alcançar a nomeação, Proença precisava no mínimo de 28 votos, mas somou apenas sete e ficou bem longe do objetivo de continuar a representar o futebol português no Comité Executivo da UEFA.
Foram eleitos o italiano Gabriele Gravina (reeleito), o croata Marijan Kustić, o finlandês Ari Lahti, o arménio Armen Melikbekyan, o neerlandês Frank Paauw, o estónio Aivar Pohlak, e o alemão Hans-Joachim Watzke (reeleito).
Pelo caminho, além do português Pedro Proença, ficaram mais três candidatos: o suíço Dominique Blanc, o polaco Cezary Kulesza, e Hugo Quaderer, do Liechtenstein.
“Hoje, o futebol português saiu derrotado. Perderam os jogadores, perderam os treinadores, perderam os árbitros, perderam os dirigentes, perderam os clubes, perderam as associações distritais, perderam as associações de classe, perdeu a Liga. Hoje, perdemos todos”, disse Pedro Proença, em declarações divulgadas no site oficial da FPF .
A eleição decorreu durante o 49.º Congresso da UEFA em Belgrado, na Sérvia, com representantes das 55 federações-membro.
Proença foi um dos 11 candidatos aos sete assentos de membros masculinos para os mandatos de quatro anos e tentava suceder a Fernando Gomes, antigo presidente da FPF, que esteve no Comité Executivo entre 2013 e 2025.
O nome de Pedro Proença foi, aliás, indicado em janeiro deste ano por Fernando Gomes, mas na semana passada ficou a saber-se que o ex-presidente da FPF tinha enviado uma carta às federações a dar conta de que não apoiava o sucessor. Uma posição que levou a direção da FPF a reunir-se de emergência e a pedir uma audiência com o Governo.
[Notícia atualizada às 12:29]