
— Qual era o plano do Farense para este jogo?
— O plano era o que acabámos por fazer durante grande parte do jogo. Fizemos tantos remates como o Benfica, tivemos ocasiões, mas cometemos dois erros, não entrámos bem. O nervosismo, a ansiedade vê-se em pequenas coisas, em passes falhados a cinco metros... O Benfica sai muito facilmente para o ataque, é das equipas mais fortes em ataque rápido, para além da qualidade que tem, e em duas situações chegámos muito à frente e o Benfica aproveitou para fazer o 2-0. Marcámos, mas na segunda parte entrámos mal. Com as equipas nestes lugares qualquer erro paga-se muito caro. Se calhar merecíamos mais qualquer coisa, como no jogo no Estádio Algarve, na primeira volta.
— O treinador do Benfica disse que o Farense merecia ter mais pontos do que os que tem.
— É notório, quem analisa jogos, quem tem conhecimento do jogo, e o mister [Bruno Lage] tem muito mais do que eu, percebe isso claramente. Não fomos o saco de pancada que disseram que íamos ser. O desnível entre as equipas está muito grande, cada vez maior, e o futebol português tem de mudar. Ouvi que o futebol português está doente e o que ouvimos esta semana é inadmissível. O mais provável que aconteça é descermos de divisão, mas sempre de cabeça erguida. Não admito que nos faltem ao respeito e houve um senhor que nos faltou ao respeito.
— Que perspetiva para os últimos jogos do Farense?
— Nada está perdido, longe disso. Olhando para os resultados, e agradecendo as palavras do mister [Bruno Lage], não temos os pontos que merecemos. Todos os jogos têm sido equilibrados, não houve um em que tenhamos sido massacrados, empurrados. Faltam sete jogos decisivos até final e continuo com crença enorme que a sorte ainda nos vai sorrir.