
O Ministério Público espanhol manteve, esta quarta-feira, o pedido de quatro anos e nove meses de prisão para Carlo Ancelotti, treinador do Real Madrid, acusado de fraude fiscal durante a sua primeira passagem pelo clube.
Ancelotti, de 65 anos, é acusado de não ter declarado ao Fisco espanhol mais de um milhão de euros provenientes de direitos de imagem nos anos fiscais de 2014 e 2015.
A defesa de Carlo Ancelotti pediu a absolvição ou, em alternativa, a aplicação de atenuantes, uma vez que o treinador já regularizou a dívida, pagando 1,4 milhões de euros.
"Não se trata apenas de dizer que a dívida foi liquidada, mas de atender à forma como foi liquidada", observou o procurador, defendendo que Ancelotti deve ser condenado à pena de quatro anos e nove meses de prisão e ao pagamento de 3.186.237 euros de multa.
O Ministério Público considera que não deve haver isenção da pena de prisão, uma vez que o pagamento foi feito apenas em 2021 depois de um processo de execução fiscal.
Durante o julgamento no Tribunal Superior de Justiça de Madrid, o técnico italiano afirmou nunca ter pensado “estar a cometer fraude” e garantiu que foi o Real Madrid que propôs o sistema remuneratório.
Uma história com precedentes
O caso assemelha-se ao de José Mourinho, que em 2019 foi também julgado e condenado a um ano de prisão, com pena suspensa, e ao pagamento de quase dois milhões de euros por fraude fiscal.
Carlo Ancelotti, que regressou ao Real Madrid em 2021, soma três títulos da Liga dos Campeões e dois campeonatos espanhóis no comando dos “merengues”.