
Jogo de loucos em Milão. Os primeiros minutos foram verdadeiro pesadelo para a equipa de Sérgio Conceição, que aos 10 minutos já perdia por 0-2. A reação surgiu com golo de Tammy Abraham e na segunda parte foi tal a pressão do Milan que quando Jovic empatou já se justificava outro resultado para a equipa da casa. Depois, um par de defesas fantásticas de De Gea, umas quantas intervenções fabulosas de Maignan. Acabou 2-2, poderiam ter sido 3-3, 4-4... ou 7-7..
A pressão é cada vez maior e quase todos os dias se fala em possíveis sucessores para Sérgio Conceição. Talvez por isso, o Milan entrou nervoso, sem conseguir pegar no jogo e depois de um primeiro aviso num lance construído por Dodô que Parisi não conseguiu aproveitar, Thiaw foi infeliz e desviou cruzamento para a sua própria baliza.
Um autêntico pesadelo para Sérgio Conceição o início do jogo e aos 10 minutos Moise Kean marcava o segundo golo da Fiorentina, que mostrava grande confiança e dominava o encontro em San Siro.
Aos 19 minuto finalmente a reação do Milan, com Rafael Leão a romper pela esquerda, mas com uma enorme falta de confiança a cruzar em vez de rematar e assim se perdeu oportunidade flagrante para a equipa de Sérgio Conceição reduzir.
Quem teve finalização perfeita foi Tammy Abraham, que aos 23 minutos reduziu e fez renascer a esperança em San Siro. Sérgio Conceição quis aproveitar o momento, arriscou ao tirar Musah para lançar Jovic, mas a Fiorentina nunca deixou de procurar o terceiro golo. Jogo de grande intensidade em San Siro.
Ranieri ainda teve um lance de génio, mas o golo de levantar um estádio foi anulado por falta de Parisi no instante anterior. Seria o derradeiro golpe para um Milan que ainda não se tinha encontrado e assim o intervalo chegou com a formação visitante com vantagem mínima.
Foi de Rafael Leão o primeiro remate da segunda parte e desde logo ficava evidente que o Milan iria subir linhas em busca do empate, que só não surgiu aos 53 minutos porque De Gea faz defesa fabulosa a remate de cabeça de Abraham.
Cada vez mais pressionante, faltou ao Milan alguma sorte e sobretudo mais eficácia. Incrível como a bola não entra, aos 57 minutos: primeiro foi Reijnders a rematar e depois Pulisic, mas De Gea foi novamente gigante.
Inteiramente merecido o golo do empate, por Jovic, aos 64 minutos e depois começou a ser cada vez mais intenso o brilho dos dois guarda-redes. De Gea teve uma mão cheia de boas defesas e Maignan foi decisivo duas ou três vezes.
Em fecho de festa, Dodô marcou mesmo em resposta a passe fabuloso de Fagioli, mas o brasileiro estava em posição de fora de jogo. Tinha de acabar assim!