Ainda à margem da apresentação do torneio IberCup 2025, Luís Castro comentou a divergência entre o presidente do COP e anterior presidente da FPF, Fernando Gomes, e Pedro Proença, atual presidente da FPF, que motivou uma reunião de emergência na Cidade do Futebol, um comunicado e terminou com a não eleição de Proença para o Comité Executivo da UEFA.

«Não é a pensar em nós e só em nós, nós e nós e não querer saber nada dos outros porque o que parece é que só gostamos de estar metidos nas coisas e de acordo com elas quando nos beneficiam a nós. Acho que os líderes devem dar bons exemplos», considerou o treinador, desagradado com as desavenças entre os dois altos responsáveis pelo desporto português.

«Dias horríveis, não é? Acho que temos a capacidade de criar problemas de uma forma algo surpreendente para todos, é uma grande surpresa aquilo que vejo. Sou adepto e há uma coisa que está associada à liderança: acho que os grandes líderes devem preocupar-se primeiro com a capacidade de unir e um grande líder é sempre aquele que mais capacidade tem de unir. Acho que as lideranças devem unir», opinou o treinador.

Luís Castro mostrou-se crítico relativamente à postura mostrada pelos visados e lança um desafio. «Acho que devemos passar da teoria à prática e pensarmos mesmo o futebol e o que queremos dele. Não faz sentido algum dividir para progredir, a única hipótese é de unir para progredir. É algo que tem de ser um propósito de todos os que têm cargos de destaque no futebol português, desenvolver o futebol português e dar o melhor de si», acrescentou.

Depois do desafio, um desejo: «Espero que o futebol português se una porque realmente é verdade que tem grandes treinadores espalhados pelo mundo, grandes jogadores espalhados pelo mundo, grandes treinadores e jogadores em Portugal, grandes academias. Num país como o nosso, com dez milhões de pessoas, conseguimos ser campeões europeus e muitas vezes fala-se sobre a possibilidade de se ser campeão mundial», relembrou ainda.