À medida que a temporada avança para o final, o Famalicão dá sinais de estar a entrar na melhor versão. Os resultados positivos estão a surgir e são vários os nomes que, pelo rendimento que estão a entregar à equipa, podem ser considerados responsáveis pela subida de produção.

No entanto, Hugo Oliveira não se desvia da importância do coletivo, pois, na ótica do técnico, só quando o todo está bem é que a parte sobressai. Nesta fase, a satisfação para com a postura do grupo não podia ser maior, porque todos têm dado resposta em treino e em jogo. A recompensa tem sido dada na forma de oportunidades e, no que depender do treinador do Famalicão, será assim sempre que se justificar.

"Aqui os minutos de jogo custam muito dinheiro e custam muito trabalho. E normalmente quem os ganha, este treinador dá oportunidade. Quem dá de volta, nós já estamos para continuar a abrir as portas, mas eu já o disse e volto a repetir, há muita gente neste clube que trabalha muito, que ainda não teve essa oportunidade e que vai acabar por ter. É um grupo de trabalho que se respeita, é um grupo de trabalho que se ajuda mutuamente com um coração grande e eu acredito que até aqui, até ao fim do campeonato, ainda vamos ter outras surpresas e outros nomes que vocês não conhecem tão bem que se calhar não estão a render a top, mas vão lá chegar. Porque a força do todo permite que a força da individualidade apareça mais facilmente", disse Hugo Oliveira, em resposta a uma questão sobre Zabiri.

O nome do jovem marroquino surgiu por este ter faturado no último jogo da equipa principal, no domingo, diante do AVS SAD, e ter bisado apenas dois dias depois, ao serviço dos sub-23. Dados que, aliados ao facto de Elisor ter também marcado na jornada passada e de Václav Sejk ser, dos três, quem tem mais minutos, acabam por baralhar as contas, dando as chamadas "boas dores de cabeça".

"Sim, dá dor de cabeça. É óbvio, tenho que admitir que dá dor de cabeça, mas são boas dores de cabeça e são as dores de cabeça que nós treinadores queremos. E é fruto da competitividade do dia-a-dia, é fruto do ambiente e da energia que vivemos", apontou, utilizando o jogo com o AVS como exemplo maior da luta interna por oportunidades.

"As oportunidades que o treinador dá têm que ser ganhas pelos jogadores e por isso é que o coletivo sai beneficiado. Eacho que este último jogo foi esse o efeito e eu espero, enquanto treinador, que isso venha a acontecer no futuro. Tenho também consciência que não vamos ganhar sempre, tenho também consciência que vamos encontrar ainda adversários muito fortes, mas o nosso trabalho é também um trabalho de trazer estabilidade a esse entendimento, trazer até segurança naquilo que é o entendimento do jogo e o entendimento do jogo além do resultado, para que no futuro, quando as coisas não correrem como nós queremos, nós estejamos cá a dizer que o trabalho está em desenvolvimento e vamos rapidamente ganhar outra vez", finalizou.