A Federação Portuguesa de Futebol esteve reunida nesta quarta-feira e anunciou uma série de medidas como reação às buscas realizadas pela Polícia Judiciária.

A Federação Portuguesa de Futebol reagiu em comunicado às buscas realizadas pela Polícia Judiciária.

«Os elementos da Direção da Federação Portuguesa de Futebol, reunidos de urgência na manhã desta quarta-feira, expressaram de forma unânime a sua estupefação e indignação pela forma como a honra e reputação da instituição foram afetadas por todos os acontecimentos ocorridos no dia de ontem. Reafirmaram também o seu compromisso quanto à absoluta intransigência perante práticas ilícitas ou criminais que venham a ser apuradas, agindo de modo inflexível em relação a qualquer pessoa ou entidade que tenha lesado os interesses e o bom nome da instituição», escreveu a Federação Portuguesa de Futebol.

A entidade agora presidida por Pedro Proença anunciou ainda uma série de medidas de reação ao caso, que enumerou também no comunicado:

1. Extensão ao mandato 2016-2020 da Auditoria que já decorre, desde 17 de Março, referente aos anos entre 2020-2024, que permita uma análise minuciosa e aprofundada, sobretudo nas áreas críticas que envolvem pagamento de comissões, prestações de serviços e procedimentos na área de recursos humanos, por forma a apurar eventuais responsabilidades civis ou criminais.
2. Implementação imediata de processo de averiguação interna aos procedimentos administrativos de todos os departamentos da Federação Portuguesa de Futebol;
3. Aceitação, com efeito imediato, do pedido de revogação de contrato do prestador de serviços Paulo Lourenço.
4. Reforço das políticas de compliance e dos mecanismos de escrutínio da idoneidade de todos membros dos Órgãos Sociais, funcionários e colaboradores da Federação Portuguesa de Futebol;
5. Implementação de certificação nas normas internacionais: ISO 9001 (qualidade), ISO 27001 (segurança da informação) e ISO 37001 (anticorrupção);
6. Promoção da criação de um Comité de Ética (proposta de alteração dos estatutos);
7. Constituição da FPF como assistente em todos os processos de natureza criminal em curso em que estejam em causa prejuízos para a FPF;
8. Interposição de ações judiciais contra quaisquer pessoas e entidades que venham a ser responsabilizadas por danos causados à Federação Portuguesa de Futebol.

Este é o segundo comunicado da FPF, após as buscas realizadas pela Polícia Judiciária.