
Moral em alta em Vila Nova de Famalicão, mas… pés bem assentes no chão. Os azuis e brancos do Minho passam por um bom momento, o regresso às vitórias deu-se com goleada – 4-1 ao Aves SAD, na última jornada, mas Hugo Oliveira não quer ninguém em bicos de pés.
O técnico dos famalicenses mostra-se satisfeito com o rendimento dos seus jogadores, com a solidificação de processos, e, por essa razão, diz que anda no ar a ideia de que a temporada está a começar e não a… acabar. Mas ainda há muito por fazer, assume. E a deslocação à Serra da Freita deixa antever dificuldades.
«O Arouca é uma equipa com uma ideia ofensiva muito interessante, com muitas dinâmicas e permutas que criam jogo interior. É uma equipa que sabe o que fazer com bola e que se torna muito forte no seu processo de construção. Sabemos isso, mas olhamos muito mais para nós. Se formos agressivos e rigorosos, colocando a nossa ideia desde o primeiro minuto, acho que vamos fazer um bom jogo. Estamos num momento em que queremos mais, ambicionamos mais, mesmo perante um adversário bom. Esperamos um jogo difícil, num estádio que, normalmente, é extremamente difícil para o Famalicão, uma vez que o histórico não é nada positivo, mas nós olhamos sempre para o presente e para o futuro e estamos em desenvolvimento, admitindo que estamos num momento bom. Penso até que não cheira a sete jogos para o final, cheira a muita energia, quase a um início de época e a uma certeza vontade que não termine. Esse é o sentimento que vivemos, sempre com a vontade de fazermos desenvolver, porque a equipa e os jogadores podem ainda crescer muito», assinalou, na conferência de Imprensa desta sexta-feira.
E Hugo Oliveira fez questão de reforçar a tese de que o trabalho está a ser feito com equilíbrio: «Gostava que olhassem para o Famalicão como um todo. Claro que neste momento olha-se para o nosso processo ofensivo, mas também somos fortes no processo defensivo, nomeadamente porque somos fortes a recuperar a posse de bola. Não éramos uma equipa defensiva, tal como não somos uma equipa completamente inclinada para o ataque. Somos uma equipa competente, mas que ainda tem muito para crescer.»