Pela 31ª vez, o Corinthians é campeão paulista. Em Itaquera, o Timão resistiu ao Palmeiras, contou com um penálti defendido por Hugo Souza, antigo guarda-redes do GD Chaves, e, com um empate (0-0) voltou a dominar o futebol paulista evitando o tetracampeonato da equipa de Abel Ferreira.

A vitória no Allianz Parque encaminhou a conquista. Em casa, perante os seus adeptos, a equipa de Ramón Díaz fez de tudo para fazer passar o tempo, contou com o apoio dos adeptos e com Hugo Souza, e no final da noite, foi quem ergueu a taça.

Tensão em Itaquera

O jogo começou com muita tensão, muitas disputas, mas pouca emoção. Mesmo necessitando do resultado, o Palmeiras não se lançou totalmente no ataque. O Corinthians fechou-se, preparou-se para os contra-ataques, mas não teve muito espaço para isso. A primeira meia hora do clássico foi mais marcada pelas faltas do que pelos lances de perigo. O Verdão trocava passes, mas sem mostrar pressa ou desespero. Avançava com cautela, muitas vezes até demais.

O momento mais perigoso para o Timão era quando o adversário pressionava a saída de bola. No geral, porém, Hugo Souza teve pouco trabalho no primeiro tempo. Quem levou um susto foi Wéverton, após uma jogada bem trabalhada pelo ataque corintiano. Memphis lançou uma boa bola para Garro, que rematou forte de esquerda, e a bola atingiu a trave.

Depois dos 30 minutos, o Corinthians começou a chegar com mais facilidade ao ataque, com muita movimentação de Carrillo, Raniele e Martínez. A presença dos médios no último terço, com movimentos dinâmicos, ajudou a abrir a defesa palmeirense. Algo que não acontecia do outro lado. Ainda assim, foi um primeiro tempo de apenas uma oportunidade de golo (a de Garro).

Hugo Souza agarra a bola decisiva

O Palmeiras foi mais incisivo no segundo tempo, mostrou mais intensidade e aumentou o tom da pressão. O jogo ficou mais aberto, já que o Corinthians passou a ter cada vez mais espaço para contra-atacar com Memphis, Yuri Alberto e Garro.

Quando o Timão parecia voltar a arrefecer o rival, Facundo Torres lançou a bola nas costas da defesa para Vitor Roque. Félix Torres tentou recuperar posição e procurou o carrinho, mas derrubou o avançado que entrava na área. Este lance acabou por ditar a expulsão de Abel Ferreira do banco de suplentes, por pedir a expulsão (segundo amarelo) do jogador adversário no lance em que o árbitro acabaria por assinalar penálti.

No penálti, Raphael Veiga rematou no canto e Hugo Souza atirou-se para fazer a defesa. A NeoQuímica Arena, que estava em silêncio, voltou a explodir.

O Verdão, que parecia ver as coisas complicarem-se, voltou a ganhar energia quando Torres fez falta em Vitor Roque fora da área, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. A equipa de Abel Ferreira teria 15 minutos, mais os acréscimos, para tentar reverter a derrota do jogo de ida. Richard Ríos tentou o golo que a equipa precisava com um remate de fora da área. Hugo Souza foi ao canto defender.

O Palmeiras terminou o jogo com Thalys, Vitor Roque e Flaco López. A partida ainda ficou quase dez minutos parada por uma confusão à beira do campo que começou com Memphis a subir na bola para ganhar tempo. Quando a bola voltou a rolar, Yuri Alberto tabelou com Memphis e teve tudo para marcar o golo do título, mas Weverton deu sobrevida aos palmeirenses com uma grande defesa.

Nos minutos finais, houve de tudo, menos futebol. Foguetes no campo, sinalizadores na bancada, jogadores caídos... O Corinthians fez de tudo para que não houvesse jogo. Jogou com o regulamento a seu favor, segurou o 0-0 e impediu a sequência histórica do rival para voltar a conquistar o Campeonato Paulista.