
O presidente do Sindicato dos Jogadores apelou esta quinta-feira a um diálogo institucional efetivo para que o futebol português recupere "a credibilidade e capacidade de influência na UEFA", defendendo que "os acontecimentos das últimas semanas" não se podem repetir.
"Os acontecimentos a que assistimos nas últimas semanas em Portugal não podem voltar a suceder, se queremos ter alguma hipótese de aumentar a nossa competitividade e participar nos principais centros de decisão do futebol mundial", começa por defender Joaquim Evangelista num comunicado no qual lamenta o facto de Portugal deixar de estar representado no Comité Executivo da UEFA.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) falhou hoje a eleição para órgão executivo do organismo que supervisiona o futebol europeu, tendo sido mesmo o elemento que menos votos recebeu no escrutínio que decorreu em Belgrado.
Pedro Proença ficou de fora dos sete dirigentes eleitos para aquele comité, ao receber sete votos durante o 49.º Congresso da UEFA, já depois de ter visto o seu antecessor, Fernando Gomes, negar-lhe o apoio, numa novela com acusações de ambas as partes.
"Estando hoje no 'board' mundial da FIFPRO, sei bem da mais-valia que isso significa para os jogadores e para o futebol português, tendo acesso a informação em primeira mão e contacto com os principais dirigentes e organizações que tutelam o futebol mundial", recorda.
Evangelista integrava a lista eleita para a FPF em 14 de fevereiro, mas renunciou a assumir o cargo para não ter de abandonar a sua posição na FIFPRO, a Federação Internacional dos Sindicatos dos Jogadores.
"Eventos como a final da Liga dos Campeões feminina e a organização do Mundial'2030 não podem ficar reféns desta situação, sendo a imagem de Portugal que está em causa. Exige-se, por isso, que se promova uma cooperação institucional imediata, tendo em vista recuperar esta importante posição, a nossa credibilidade e capacidade de influência na UEFA", salienta.
O presidente do Sindicato de Jogadores apela, nesse sentido, "a um diálogo efetivo, acima de qualquer interesse pessoal, na defesa dos interesses dos jogadores, treinadores, árbitros, clubes e respetivos dirigentes, que todos os dias lutam para dignificar a sua profissão", as competições nacionais e o país.
"Coloco-me à disposição da FPF e do seu presidente, Pedro Proença, para aquilo que seja necessário para o cumprimento destes objetivos", conclui, citado no comunicado.