
Um homem, de 51 anos, confessou esta quinta-feira, no Tribunal de Aveiro, ter ateado dois focos de incêndio florestal em Vagos, em setembro de 2024, mas não soube justificar o motivo, referindo apenas que não quis fazer mal a ninguém.
"Eu estava para ir para comprar cerveja e não sei porque fiz isto. Nunca na vida pensava em fazer isto (...) Nunca quis fazer mal contra ninguém. Talvez era para fazer mal a mim próprio", afirmou o arguido, no início do julgamento.
O homem, que se encontra em prisão preventiva, está acusado de um crime de incêndio florestal.
"Estava num ponto em que não queria saber se vivia ou morria"
Perante o coletivo de juízes, o arguido disse ter consciência da gravidade dos atos que praticou, mostrando arrependimento, e relacionou os factos com o consumo excessivo de álcool.
"Andava com a cabeça mal. Comecei a beber muito. Bebia até adormecer. Estava num ponto em que não queria saber se vivia ou morria."
Os factos ocorreram na noite de 16 de setembro de 2024, numa área de mato e floresta na zona de Calvão, em Vagos.
Ateou dois focos de incêndio em locais distintos
Segundo a acusação do Ministério Público (MP), o arguido ateou dois focos de incêndio em locais distintos, separados por cerca de dois quilómetros, utilizando um pedaço de pano a arder.
O MP diz que o fogo só se limitou às gramíneas secas, arbustos e vegetação rasteira devido à rápida intervenção dos bombeiros e dos populares.
Após ter ateado o segundo foco de incêndio, o arguido voltou ao seu veículo e tentou abandonar o local, mas não o conseguiu fazer, porque o seu carro ficou atascado na areia, acabando por ser identificado ali pela GNR.