
“Participarei em todos os debates televisivos com os restantes líderes partidários ou de coligação. É assim que deve ser”. E é também assim que o líder do PS anuncia que, e ao contrário de Luís Montenegro, vai participar em todos os debates televisivos rumo às legislativas de 18 de maio.
“A recusa de Luís Montenegro em debater com o BE, o Livre e o PAN é inaceitável. Fugir ao debate revela medo e um padrão preocupante num candidato a primeiro-ministro. Diz que “tem mais que fazer do que responder aos deputados”, evita os jornalistas e agora divide os partidos entre partidos de primeira e de segunda”.
Na opinião do socialista, “os debates são essenciais para a democracia e para a relação de confiança entre eleitos e cidadãos”.
“Não podemos enfraquecer o pluralismo democrático”, conclui Pedro Nuno Santos.
Mas qual foi a posição da AD?
Às três televisões, a coligação Aliança Democrática (AD) fez saber que Luís Montenegro marcará presença nos debates com o PS, Chega, Iniciativa Liberal e PCP, mas delegará os restantes, ou seja, com Bloco de Esquerda (BE), Livre e PAN, para o líder do CDS, Nuno Melo.
A AD alega que, e ao contrário das últimas legislativas, o CDS tendo agora grupo parlamentar pelo que não só pode como deve estar presente nos debates.
PCP presente
O PCP, que tem manifestado discordâncias face ao modelo de debates adoptado, informa esta quarta-feira que, e “apesar disso”, o secretário-geral Paulo Raimundo participará nos debates com os “líderes das forças políticas concorrentes às eleições legislativas de 18 de maio nos termos concretizados em 2024”.
As televisões propuseram repetir o modelo do ano passado. Ao todo serão 27 frente-a-frente entre todos os líderes partidários nos canais generalistas e no cabo, e um debate final entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos.
Os debates deverão arrancar no próximo dia 8 de abril e terminam dia 28.