
A Polícia Judiciária (PJ) fez, esta quarta-feira, buscas em Lisboa e Cascais por suspeitas de favorecimento no processo de venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel de luxo, informou esta polícia.
Em comunicado, a PJ adiantou que foram cumpridos oito mandados de busca, uma domiciliária e sete não domiciliária, "num inquérito em que se investigam factos suscetíveis de enquadrar a prática dos crimes de prevaricação".
Em causa estão suspeitas da prática dos crimes de prevaricação, participação económica em negócio e violação de regras urbanísticas por funcionário.
A Polícia Judiciária explica ainda que existem "fortes suspeitas" de favorecimento de uma empresa imobiliária num processo de venda de um terreno municipal para construir um hotel com cerca de 120 apartamentos de luxo".
Além da venda, também o processo de licenciamento desta obra está a ser investigado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção.
A investigação avançou depois da Associação SOS Quinta dos Ingleses ter apresentado queixa sobre o negócio, em setembro do ano passado.
Autarca de Cascais diz desconhecer se Pinto Luz é visado
O presidente da Câmara de Cascais confirmou as buscas da PJ na autarquia. Em declarações à Lusa, e questionado sobre se o seu ex-vice-presidente e atual ministro das Infraestruturas do Governo demissionário, Miguel Pinto Luz, foi visado nas buscas, Carlos Carreiras disse não lhe ter sido referida "nenhuma suspeita personalizada".
"A mim não me foi mencionada nenhuma referência em particular, agora será normal, tendo o ex-vice-presidente, por delegação de competências, tratado desses assuntos, é natural que do processo constem decisões dele. É um processo corrente, normal, que se passa na Câmara Municipal de Cascais, como se passa em qualquer outra câmara. Mas a mim não me foi referenciada nenhuma suspeita personalizada especificada", disse o autarca.
[Última atualização às 16:58]
- Com Lusa