
Mais de 90 pessoas terão ficado presas nos escombros de um edifício de apartamentos em Mandalay, a segunda maior cidade de Myanmar, que foi fortemente atingida por um terramoto na sexta-feira, disse à AFP um funcionário da Cruz Vermelha.
As equipas de salvamento procuram sobreviventes no que resta do condomínio Sky Villa, um edifício de doze andares que não resistiu ao sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter.
"Nove pessoas morreram e 44 foram retiradas com vida", disse o funcionário, que pediu anonimato.
"Mais de 90 pessoas poderão estar no interior do edifício. Ainda estamos a recolher dados, as pessoas continuam a informar-nos que estão à procura dos seus familiares desaparecidos", acrescentou.
A junta de Myanmar (antiga Birmânia) já anunciou a morte de mais de 1.000 pessoas em todo o país, mas o terramoto danificou os sistemas de comunicação, tornando difícil avaliar a dimensão da catástrofe.
Mandalay, onde vivem mais de 1,7 milhões de pessoas, fica a apenas alguns quilómetros do epicentro daquele que é já o pior terramoto das últimas décadas em Myanmar.
O sismo provocou o desabamento de seis dos doze andares do edifício de apartamentos, um dos mais afetados da cidade.
Um sismo de magnitude 7,7 na escala de Richter provocou na sexta-feira vítimas mortais e o colapso de vários edifícios e monumentos em Myanmar, no Sudeste Asiático.
O sismo foi registado às 06:20 (hora de Lisboa). Ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros (km), com epicentro a cerca de 17 km de Mandalay, a segunda cidade de Myanmar, com 1,2 milhões de habitantes, e 270 km a norte da capital Naipidau.
Em Banguecoque, a milhares de quilómetros de distância, também há registo de mortos e vários feridos. O sismo também foi sentido com intensidade em várias cidades do sul da província chinesa de Yunnan, embora até agora os danos registados tenham sido pouco significativos.